quarta-feira, 18 de junho de 2008

Wagner Moura
A assessoria do ator Wagner Moura (Tropa de Elite) desmentiu os boatos de que ele interpretaria o cantor Belo nas telonas.

Em comunicado ao site Ego, a assessoria afirmou que a proposta foi feita, mas Moura está muito envolvido na estréia da peça Hamlet e com o lançamento de Romance, em agosto.

Na entrevista que deu ao jornal carioca O Dia, do Rio de Janeiro, Belo afirmou que gostaria que Wagner Moura o interpretasse no filme baseado no livro autobiográfico que está escrevendo.

O cantor ainda declarou que não pretende deixar nada de sua vida fora das produções, desde os problemas com a Justiça até o fim conturbado de seu casamento com a modelo Viviane Araújo.

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terça-feira, 10 de junho de 2008





Agora, sim, o tempo fechou. A Rede TV!, que em muitos dos seus programas, vive dos "globais", se depender deles vai ficar sem atração. A turma estrelada decidiu fazer um boicote de silêncio a todos os programas da emissora e, principalmente, ao Pânico na TV, que tem em seu cast a ex-BBB e aspirante a humorista Sabrina Sato (foto). O movimento foi desencadeado depois de um episódio de mau gosto e extremo desrespeito envolvendo participantes do Pânico e o ator Wagner Moura (foto). Em maio, na saída da premiação da APCA, em São Paulo, Wagner levou uma "meleca" na cabeça, como parte da "brincadeira" dos integrantes do polêmico programa. Em artigo em um jornal, o ator escreveu que foi abordado por um falso repórter que pediu uma entrevista para seu programa de TV do interior. "Ele me perguntou uma ou duas bobagens, e eu respondi, quando de repente, apareceu outro apresentador do programa com a mão melecada de gel, passou na minha cabeça e ficou olhando para a câmera rindo. Foi surreal", contou.

Não foi e não gostou

Felipe Lessa/Divulgação

Do seu lado, Thiago Rodrigues (foto), que vive o Cassiano em A favorita, está na bronca é com Leão Lobo, que apresenta um quadro sobre celebridades no programa Atualíssima, da Band, ao lado de Rosana Hermann. O ator comentou em seu blog uma nota divulgada pelo jornalista, em seu portal, de que ele seria boicotado pela imprensa, na segunda-feira, data de estréia de A favorita, quando o elenco se reuniu para assistir ao primeiro capítulo. "Mas ele não deu as caras. Só que mesmo que ele aparecesse por lá, nenhum fotógrafo ou jornalista iria querer papo com o galã. A imprensa carioca ainda está chateada pela postura do namorado de Cristiane Dias em tratar mal os jornalistas e paparazzi meses atrás, quando ele estava fora do ar". Thiago, que estava na Bahia gravando cenas da novela, afirmou que "essa nota não serve pra nada, é uma nota de 3 Reais!"

Solidários no boicote

Prontamente se solidarizaram com Wagner Moura – e decidiram dar um "basta" – os atores e colegas de emissora Carolina Dieckmann (vítima da trupe que levou o caso à Justiça, estando os humoristas impedidos de se aproximarem dela), Christine Fernandes (foto) José de Abreu, Deborah Secco, Juliana Paes, André Marques, além de novelistas e pessoal da produção. Em pedido formal à emissora, eles querem que seja concedido proteção contra equipes da Rede TV! em todos os eventos em que globais marquem presença no Rio de Janeiro e em São Paulo. Christine Fernandes, em seu blog, se diz "escandalizada com o nível pífio de entretenimento a que chegamos."

De gosto duvidoso

Rede TV!/Divulgação

Wagner Moura ficou na mira de Fábio Rabin e Daniel Zukerman (foto), que interpretam Silveira e Silveirinha, no quadro Na madruga, em que abordam famosos dizendo trabalhar no canal comunitário de Campinas. "O que vai na cabeça de um sujeito que tem como profissão jogar meleca (na cabeça) dos outros? É a espetacularização da babaquice", indignou-se Moura, que confessou não ter, por pouco, "enfiado a porrada no garoto", como aliás já fizeram outros artistas, caso de Vítor Fasano e o pagodeiro Netinho de Paula, abordados por Rodrigo Scarpa, que faz o Repórter Vesgo. Eles agrediram a socos o humorista, em, respectivamente, 2004 e 2005, depois de piadinhas de duplo sentido proferidas por Rodrigo. Portanto, não é de hoje que o humor – rasteiro, escatológico e desrespeitoso – da atração incomoda muita gente. Esta semana, Luana Piovani e Dado Dolabella venceram ação contra o Pânico na TV e a Rede TV! terá que desembolsar R$200 mil para pagar a indenização por danos morais.

Silêncio dos descontentes

Maria Tereza Correia/EM

O boicote do silêncio, que deve atrair artistas de outras emissoras igualmente incomodados com o achincalhe produzido pelos humoristas do Pânico na TV, como Preta Gil (foto), que também já foi à Justiça contra o programa por conta de piadinhas sobre a sua forma física, e Mateus Carrieri, entre outros, será colocado em prática assim que uma equipe da Rede TV! for identificada pelo artista. Se o global não conseguir se desvencilhar dela, poderá até se deixar filmar, mas ficará calado, fingindo que não é com ele. O manifesto, que estaria circulando nos corredores da emissora carioca, diz: "Façam cara de 'paisagem', não respondam nada pra essa emissora boçal. Eles não vão mais ter ibope às custas de nossa imagem".
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quarta-feira, 4 de junho de 2008


Divulgação
O ator duela com Fábio Lago em cena do espetáculo, que estréia no dia 20
Foto: divulgação

É difícil imaginar que depois de conquistar o Brasil e o exterior como o Capitão Nascimento, no filme Tropa de Elite, ou o público como o mau-caráter Olavo, na novela Paraíso Tropical, Wagner Moura ainda sinta um friozinho na barriga diante de um trabalho. Mas, após três anos longe dos palcos, o ator baiano de 31 anos não esconde um certo nervosismo para interpretar Hamlet na peça dirigida por Aderbal Freire-Filho, que estréia no dia 20, no Teatro Faap, em São Paulo. "William Shakespeare representa o que há de melhor. Ninguém sai incólume depois de passar por ele", assegura o ator.

A paixão pela história do príncipe atormentado que promete vingar a morte do pai é muito forte na vida de Wagner. Tanto que, além de viver o personagem de Shakespeare no palco, o ator se aventurou em outras searas: fez a produção executiva do espetáculo e ainda colaborou na tradução do texto, assinada por Aderbal. "Queríamos um Hamlet que comunicasse", explica. Wagner também opinou na escolha do elenco, que conta ainda com Georgiana Góes, Caio Junqueira, Tonico Pereira, entre outros. Apesar do texto, ninguém deve esperar um espetáculo moderninho, com cenário futurista ou figurino alternativo. "Hamlet não vai usar collant", diverte-se.

A montagem rende também um documentário, Além Hamlet, produzido por Sandra Delgado, mulher do ator. Entusiasmada com a primeira montagem do marido, Sandra registrou tudo e já vendeu 40 minutos da produção para o canal Multishow.

No segundo semestre, o ator também poderá ser visto nos cinemas. Em Romance, de Guel Arraes, Wagner vive um diretor que convida a ex-mulher, interpretada por Letícia Sabatella, para produzir Tristão e Isolda. Televisão, por enquanto, apenas no ano que vem. "Só quero pensar na peça", avisa. "Hamlet é como um cavalo selvagem que está correndo. Mas eu vou segurar com todas as forças".

A peça deve ficar em cartaz por aqui até outubro.


"Esse personagem vai mexer muito comigo"

Em entrevista a Época São Paulo, Wagner Moura fala de seu Hamlet
ÉPOCA SP - Há três anos você não faz teatro. Sua última peça, O Dilúvio, encerrou temporada em São Paulo. Agora, você escolheu a cidade para estrear Hamlet...

WAGNER MOURA - Mercadológica e artisticamente falando, é melhor estrear em São Paulo. O Dilúvio, por exemplo, não foi bem no Rio. Em São Paulo, foi uma ovação. Quando recebi o prêmio da APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte), disse que achava São Paulo o melhor lugar de crítica. É uma das cidades, talvez a única, em que o teatro ainda tem um lugar no circuito cultural. No Rio e em Salvador, que têm até uma tradição legal no assunto, ele está relegado a um lugar muito ruim. Ficamos em cartaz na cidade até outubro. Depois, estreamos em Salvador e, em 2009, no Rio. 

ESP - É a primeira vez que você interpreta uma peça de Shakespeare. Todo ator tem que passar por essa experiência?
WM - Não sei se tem que fazer. Mas Shakespeare representa o que há de maior. É o melhor expoente da época que tinha o melhor teatro, a saída da Idade Média que caminhava para o Renascentismo. Talvez Shakesperare não tenha paralelo na dramaturgia. E ninguém sai incólume depois de passar por ele.

ESP - E por que Hamlet?
WM -
Porque é uma peça que deixa tonto. É a mais contada, a mais falada da história. E a mais complexa. A primeira vez que li, era garoto, tinha 14, 15 anos, foi antes de começar a fazer teatro. Morava em Salvador, era um menino que gostava de ler e freqüentava feiras de livro. Comprei uma tradução muito ruim. Mesmo assim, fiquei impressionado. Depois, comecei a ler outras traduções, li o original, sempre achando que aquela era a coisa mais incrível que já tinha lido. 

ESP - Fazer um clássico depois de viver um papel tão marcante como o Capitão Nascimento, de Tropa de Elite, foi uma forma de exorcizar o personagem do filme?
WM -
Minha vontade de fazer Hamlet não tem nada a ver com o Capitão Nascimento. Não tenho problema com o sucesso do personagem, acho um barato. Legal, popular, que as pessoas gostaram. Queria simplesmente fazer teatro. E, no meio disso, veio o Hamlet. É um momento muito importante na minha carreira. Sem dúvida, fazer esse personagem agora vai mexer muito comigo.

ESP - O que faz seu Hamlet diferente dos outros?
WM -
Acho que a novidade interessante é a tradução, que foi feita pelo Aderbal (Freire-Filho), por mim e pela Barbara Hamilton. E é muito significativa. Queríamos fazer um Hamlet que comunicasse, que emocionasse as pessoas. Que elas entendessem o drama do personagem e saíssem do teatro felizes. Não vai ser um espetáculo hermético, nem ter aquele inglês elizabetano transformado para o português arcaico. O barato vai ser falar o português que a gente fala hoje, como seres do século 21. Mas a peça não vai ser moderna. Não tem essa cara. Estamos numa floresta e o espectador acredita. São seres do século 21, mas ninguém vai aparecer de terno Armani. Hamlet não vai usar collant (risos). 

ESP - Hamlet é um ser atormentado. Personagens que vivem em conflito com eles mesmos são mais interessantes?
WM - Sem dúvida. Quanto mais complexo e mais contraditório, melhor. E Hamlet é muito profundo. Certamente o meu não será perfeito – até porque isso não existe. Cada ator traz um pouco de si para o personagem. Mas, às vezes, acho que não vou dar conta dele. É como um cavalo selvagem que está correndo. Mas eu vou segurar com todas as forças. 

ESP - Essa é sua estréia como produtor. Foi difícil?
WM -
Acho que tudo soprou muito a favor da gente. E foi tudo muito rápido. Em outubro, tivemos a idéia. Na semana seguinte, ligamos para o Aderbal, depois fomos para São Paulo. Conseguimos o patrocínio do Bradesco de imediato. Ficamos uma semana correndo atrás, fechamos o teatro e voltamos. Inscrevemos o projeto na Lei de Incentivos e começamos a ver o elenco. Sempre tive vontade de trabalhar com a Georgiana (Góes, que faz a Ofélia na peça), que é uma das primeiras amigas que tive aqui no Rio. Fico feliz em agora poder trabalhar com amigos. 

ESP - O espetáculo está rendendo também um documentário, Além Hamlet, dirigido por sua mulher, Sandra Delgado. Como isso começou?
WM -
Nem sei ao certo, mas foi idéia dela, que está acompanhando tudo desde o primeiro dia. Sempre achei que, se algum dia fosse mostrar o
rocesso de criação, só a Sandra poderia registrar. É como se a gente corresse nu na rua. Ela vai mostrar o início, o processo de criação, de construção da peça. Vai mostrar o mal-acabado. A idéia é exibir 40 minutos no Multishow e, depois, montar de outro jeito e lançar no cinema.
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