quarta-feira, 25 de novembro de 2015


Wagner Moura luta pelo fim da escravidão moderna - Ag News

Wagner Moura, além de excelente ator, também se preocupa com a humanidade. O ator é embaixador Mundial da Boa Vontade da OIT, Organização Internacional do Trabalho, no objetivo de proteger cerca de 21 milhões de vítimas da escravidão moderna.

Em função desta campanha, Moura convidou nesta terça-feira (24), o colega argentino, Joaquin Furriel, para ser um dos embaixadores da campanha 50 For Freedom (50 Por Liberdade), da Organização Internacional do Trabalho. Em Buenos Aires, Wagner realizou o convite oficial ao ator, que passou a integrar a mobilização mundial de líderes de 50 países que lutam para ratificar, até 2018, o novo protocolo sobre condenação ao trabalho escravo.
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sexta-feira, 17 de julho de 2015

 

Wagner Moura e José Padilha estão juntos em mais uma produção, e dessa vez o título é Narcos, nova série da Netflix que vai contar a história do narcotráfico através da ascenção de Pablo Escobar (Moura).

O colombiano Pablo Emilio Escobar Gavira tornou-se um dos homens mais ricos do mundo através do tráfico de drogas. Sua rede de distribuição, o Cartel de Medellín, foi o maior responsável pela entrada de drogas em países da América Latina. A série vai narrar a história desde a sua criação, com as figuras mais importantes, e a investigação da polícia para tentar deter os traficantes.

Protagonista da nova e ambiciosa produção da Netflix, Wagner Moura disse que baseou a construção do personagem no próprio roteiro e no estilo de direção de Padilha. "É uma série que não é sobre o Pablo, é sobre a origem do narcotráfico moderno. Só que não dá para falar disso sem contar a história do Cartel de Medellín", disse em entrevista ao AdoroCinema. A série conta ainda com o ator chileno Pedro Pascal, o Oberyn Martell de Game of Thrones, no papel do policial Javier Pena.

Prepare-se para mergulhar em um universo de drogas, contrabando e muito dinheiro. Os dez episódios da primeira temporada ficarão disponíveis em todos os territórios cobertos pela Netflix no dia 28 de agosto.

Veja o trailer
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sexta-feira, 2 de maio de 2014


Sávio Ygor, Karim Aïnouz e Wagner Moura (Foto: Gabriela Alves/G1 CE)

O ator Wagner Moura e o diretor Karim Aïnouz estiveram em Fortaleza para a primeira exibição nacional do filme "Praia do Futuro" no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura. Durante entrevista a  imprensa nesta quarta-feira (30), Wagner Moura confessou que sentiu dificuldade para compor o salva-vidas Donato. "É o personagem mais complexo que fiz. Existe um universo muito grande dentro dele. Você entende muito mais ele pelo o que faz do que pelo o que fala. Tem uma fisicalidade nele que é muito mais reveladora do que ele diz. É um filme muito silencioso", afirmou Wagner.

No longa que estreia no Brasil no dia 15 de maio, Wagner Moura interpreta um salva-vidas que trabalha na Praia do Futuro, na capital cearense. A história começa quando Donato "perde alguém pela primeira vez" no mar. A partir daí, Donato conhece e se envolve com o alemão Konrad, interpretado pelo ator Clemens Schick, um piloto de motovelocidade. O guarda-vidas vai para Berlim e desaparece, deixando o irmão mais novo Ayrton para trás. Anos depois, Ayrton, já adolescente e vivido por Jesuíta Barbosa, viaja em busca do irmão que considerava seu herói.

10/02: Da esq. para dir., o ator alemão Clemens Schick, o diretor Karim Aïnouz, Wagner Moura e Jesuita Barbosa divulgam o filme 'Praia do futuro' no Festival de Berlim 2014. (Foto: AFP PHOTO/JOHANNES EISELE) 

Urso de Ouro
'Praia do Futuro' estreia no Brasil com elogios da crítica internacional. O filme foi um dos indicados deste ano à mostra competitiva do Urso de Ouro, no Festival de Cinema de Berlim. "Eu estava achando que eu dava sorte. O filme foi muito melhor recebido do que o Tropa de Elite. A gente teve uma crítica consagradora na (revista) Variety logo de cara. Todo mundo gostando muito do filme. Foi diferente", conta Wagner.

'Aventurar pelo mundo'
Para o guarda-vidas, o mar que ele olhava todos os dias em busca de vidas para salvar tornou-se a fronteira para uma outra vida, uma outra maneira de ser. "Para mim, como para o Karim, acho que o filme parte da possibilidade de se reinventar. De você ser quem quiser, recomeçar do zero", diz Wagner.

Com temas recorrentes como abandono, fuga, não pertencimento ao lugar, Karim fala que nem tudo é uma questão de decisão nos seus trabalhos. "Me interesso muito pela questão do se aventurar pelo mundo. Subjetivamente, é um assunto sempre presente. O filme fala da coragem de se aventurar, de sair de casa e mergulhar em lugar que você não conhece. Eu acho que a sensação de não pertencimento é totalmente libertador e inspirador para o ser humano", explica o diretor.

Em Praia do Futuro, Karim não se preocupa em deixar lacunas para serem preenchidas pelo público. "Nem todas as respostas precisam ser anunciadas, mas elas podem ser sentidas. Eu queria muito propor no filme uma certa generosidade com o expectador. É muito importante que o expectador também consiga se colocar na pele do personagem e dê algumas respostas".

Cena de 'Praia do futuro' (Foto: Divulgação)

Melodrama masculino
Karim Aïnouz é reconhecido por traçar bem perfis femininos, como em o "Céu de Suely" e "O Abismo Prateado" e na série "Alice". Em Praia do Futuro, ele conta os dramas de três homens. "Tinha muita vontade de fazer um gênero que eu adoro só com homens. O melodrama é território muito do feminino.Tinha vontade de fazer isso como um território novo e adentrar no universo masculino, da moto, de viajar, de super herói, de brincadeira", conta o diretor.

O nome Donato para o guarda-vidas cearense, muito bem interpretado por Wagner Moura sem sotaque e trejeitos caricatos, foi sugestão de Felipe Bragança, outro roteirista do filme. Já o nome de Ayrton, foi pensado por Karim Aïonouz em referência ao piloto Ayrton Senna. "Ele nasceu em 94, gosta muito de velocidade". 

Produtora do filme Geógia Costa Araújo, Wagner Moura, Karim Aïnouz e Sávio Ygor. (Foto: Gabriela Alves/G1 CE)

Conexão Fortaleza - Berlim
As duas primeiras exibições de Praia do Futuro aconteceram nas cidades onde passa a história do longa. "Tinha que ser assim. Em Fortaleza e Berlim", diz Karim Ainouz. Para o diretor, a conexão entre Fortaleza e Berlim começou antes do roteiro de 'Praia do Futuro' ser pensado. Karim nasceu em Fortaleza e, atualmente, mora em Berlim.

"No começo, essa conexão foi meio absurda. Eu dizia: 'Mas o que tem a ver esses dois lugares além do fato de eu gostar desses dois lugares tão profudanemente?'. À medida que a gente foi adentrando, a pergunta do filme é mais por que esses dois lugares me interessam tanto".

Karim encontrou semelhanças entre as duas cidades. "Eu ia para Praia do Futuro e parecia que tava em uma guerra, tinha uns prédios que ficavam, uns apartamentos para alugar, um monte de lote vazio. Berlim é muito isso. Tem esses lugares vazios, que estão a ser ocupados. É engraçado que é um lugar para ser abandonado e outro é lugar que está sendo ocupado", conclui.

Ao projetar Fortaleza na tela, Karim revela que sempre desejou "imortalizar" a Praia do Futuro. "O cinema tem essas coisas. Eu queria que ficasse para sempre a memória da praia". No álbum de Karim, a Praia do Futuro vem com cores e recortes incomuns para quem a conhece só como um ponto turístico.

O lugar aparece carregado de sensações e poesia. Em um das falas de Donato, que poderia ser do fortalezense Karim, o salva-vidas conta que o índice de salinidade da Praia do Futuro é o segundo mundial e só perde para o Mar Morto. "Sempre achei a história do lugar ser corroído pelo sal uma poesia impagável. Você não sabe o que ali vai virar".

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